Blog

20/03/2019

Dieta Enteral: Individualizar ou não?

Dieta Enteral: Individualizar ou não?
Saiba mais sobre nutrição enteral

A terapia nutricional enteral surgiu como uma possibilidade terapêutica de manutenção ou recuperação do estado nutricional, naqueles indivíduos que apresentarem o trato gastrintestinal íntegro para o processo digestório, mas com a ingestão oral parcial ou totalmente comprometida, é utilizada para compensar ou ultrapassar a ingestão alimentar inadequada voluntaria. Uma Dieta Enteral deve ser composta por macronutrientes (carboidrato, proteína e lipídeo) e micronutrientes (vitaminas e minerais), a escolha da formulação enteral deve ser de forma a atingir as necessidades de tolerância do paciente.

As necessidades de energia total variam de uma pessoa para outra. Os valores de carboidratos e gorduras, de acordo com a lei da nutrição são estipulados em torno de 50% a 55% e de 30% a 35%, respectivamente, do valor calórico total par adultos sadios em repouso. A parcela de proteína deve pautar-se em 0,8g/Kg/dia porem em pacientes com alguma enfermidade essas quantidades são recalculadas de acordo com cada patologia e a necessidade de cada indivíduo. Exemplo: pacientes que passarem por uma grande cirurgia necessitam de maior aporte calórico e proteico, ou seja, maior quantidade de proteína por quilo de peso para que esse nutriente atue na função de reconstrução celular.

Para cada indivíduo existe uma melhor adaptação. A prescrição do programa alimentar deve ser elaborada de forma personalizada, de acordo com: objetivos, história clínica, história alimentar (intolerâncias e alergias), tratamento, diagnostico, perda de peso recente, ingestão oral prévia, presença de comorbidades e função do trato gastrointestinal. Acho que até aqui já deixamos claro que a individualização será sempre mais vantajosa e indicada.

Existem diferentes formas de estimativa das necessidades energéticas, como a calorimetria indireta, equações preditivas (como Harris Benedict, Scholfield, Ireton-Jones, etc) ou regra de bolso (Kcal/Kg de peso) considerando sempre que os requerimentos nutricionais devem ser avaliados individualmente de acordo com a tolerância.

Os efeitos da subnutrição sobre as funções e estrutura de diversos sistemas orgânicos podem ser consideráveis, um exemplo é o déficit de proteína na nutrição do paciente podem afetar a função e síntese muscular, essa perda de massa muscular pode levar a destruição do musculo cardíaco, menor massa do diafragma, redução da força da musculatura respiratória entre outros distúrbios como perda da mobilidade e a não cicatrização de feridas.

Diversos estudos e relatos já demonstram que a desnutrição é responsável pelo aumento da morbidade, mortalidade e maior permanência hospitalar, associada a custos adicionais. Portanto a terapia nutricional adequada leva a melhora e evolução clínica do paciente.

Lembrando que a escolha da melhor formula ou cálculo de calórico e proteico, deve ser realizado pelo profissional habilitado sendo ele nutricionista ou medico da área.

Newsletter
Cadastre-se e receba nossas novidades
Unidades